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Uso de pontos de recebimento cresce 53% entre PMEs no e-commerce, aponta Mapa da Logística da Loggi

Redação Recifes
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Uso de pontos de recebimento cresce 53% entre PMEs no e-commerce, aponta Mapa da Logística da Loggi
Foto: Kampus Production / Pexels

A forma como as pequenas e médias empresas (PMEs) realizam o envio de produtos está mudando. No primeiro semestre de 2026, o uso de pontos de recebimento — estabelecimentos comerciais utilizados para a postagem e o recebimento de pacotes, dentro do conceito de Pick up and Drop off points (PUDOs) — cresceu 53% em relação ao mesmo período de 2025. O modelo já representa 39% dos envios realizados por esse perfil de empresa.

Os dados fazem parte da 5ª edição do Mapa da Logística, levantamento realizado pela Loggi com dados do primeiro semestre de 2026. A empresa atua no segmento de logística e tecnologia para entregas, conectando empresas e consumidores por meio de uma rede de operações de envio e distribuição. O estudo mostra como as PMEs vêm adotando diferentes modelos logísticos para acompanhar a evolução do comércio eletrônico no país.

Logística mais flexível ganha espaço entre as PMEs

A expansão dos pontos de recebimento acompanha um movimento de maior diversificação das operações logísticas. Para pequenos negócios, que muitas vezes precisam conciliar diferentes etapas da operação com estruturas mais enxutas, contar com estabelecimentos comerciais para retirada e devolução de pacotes amplia as possibilidades de postagem e pode trazer maior flexibilidade para a rotina.

Além disso, a mudança reforça a busca das PMEs por modelos de logística para e-commerce que acompanhem a evolução do comércio eletrônico. Para Juliana Fracchia, diretora-executiva de Receitas e Clientes da Loggi, a transformação mostra que a logística deixou de ser apenas uma etapa operacional para assumir papel cada vez mais estratégico no crescimento dos negócios: “A expansão dos pontos de envio mostra que as PMEs estão buscando uma logística mais flexível e adaptada à realidade de seus negócios. Mais do que uma alternativa para enviar produtos, esses estabelecimentos ajudam a ampliar as possibilidades de operação e dão ao empreendedor mais autonomia para escolher como e quando postar seus pedidos. À medida que o e-commerce se torna mais competitivo, ter uma logística eficiente, previsível e adequada à dinâmica de cada negócio passa a ser um diferencial importante para crescer.”

PMEs ampliam presença para além dos grandes centros

A transformação também aparece na distribuição geográfica das operações. As PMEs apresentam uma origem de envios mais desconcentrada do que as grandes marcas. Enquanto cerca de 40% dos pacotes das pequenas e médias empresas têm origem em São Paulo, entre os grandes negócios essa participação supera 67%.

Nesse cenário, estados como Santa Catarina, Paraná e Minas Gerais ganham maior relevância entre as PMEs. Nesses mercados, respectivamente, 15%, 9% e 9% dos pacotes desse perfil de negócio têm origem local. Entre as grandes marcas, essas participações são de 7%, 5% e 4%.

O movimento reforça uma característica do novo cenário do e-commerce: a expansão das vendas online não está concentrada apenas nos grandes polos tradicionais. As PMEs apresentam presença mais relevante nas regiões Sul, Centro-Oeste e Nordeste, responsáveis por 26%, 6% e 4% de seus envios, respectivamente.

Assim, a distribuição regional dos envios indica uma maior participação de empresas de menor porte em diferentes mercados brasileiros. Ao mesmo tempo, essa presença exige operações capazes de atender origens e destinos mais variados, acompanhando a própria expansão do comércio eletrônico.

Novos mercados e categorias impulsionam o e-commerce

O movimento de expansão também aparece no desempenho dos envios em diferentes estados, considerando pequenas e médias empresas, grandes marcas e grandes marketplaces. Santa Catarina registrou o maior crescimento no primeiro semestre de 2026, com alta de 24% nos envios em relação ao mesmo período de 2025. Na sequência aparecem Rio Grande do Sul, com 23%; Paraná, com 17%; Distrito Federal, com 10%; e Ceará, com 4%.

Os resultados reforçam a expansão do comércio eletrônico para diferentes mercados e mostram a evolução da atividade para além dos grandes centros tradicionais. A descentralização das operações acompanha, ainda, a diversificação do consumo online e a atuação integrada de PMEs, grandes marcas e marketplaces.

Além das mudanças na distribuição das operações, o primeiro semestre foi marcado pelo avanço de diferentes categorias. Móveis e decoração registrou crescimento de 105%, enquanto alimentos não perecíveis avançaram 25% e óticas, 20%. O movimento mostra que o comércio eletrônico continua incorporando novos segmentos e ampliando as possibilidades de atuação para empreendedores de diferentes perfis.

Datas comerciais reforçam a importância do planejamento logístico

O primeiro semestre também mostrou como o calendário do varejo continua influenciando a operação do e-commerce. Nas semanas do Dia do Consumidor e do Dia dos Namorados, os grandes negócios registraram crescimento de 9% e 4%, respectivamente. Já a semana do Dia das Mães manteve estabilidade em relação ao período de comparação.

Apesar das particularidades de cada data, alguns padrões de consumo se repetiram. Cosméticos e perfumaria esteve entre as categorias de maior destaque nas três ocasiões analisadas. Vestuário e moda, eletrônicos e informática e alimentos não perecíveis também apareceram com frequência entre os segmentos mais movimentados.

“Os dados reforçam que o planejamento logístico precisa acompanhar não apenas os grandes picos de demanda, mas também as mudanças no comportamento do consumidor e a diversificação dos negócios que vendem pela internet”, explica Juliana Fracchia.

Eficiência ganha relevância na experiência de entrega

A operação logística analisada no primeiro semestre percorreu 17,5 milhões de quilômetros. Em relação aos prazos, mais de um terço dos pacotes foram entregues em até dois dias, enquanto metade chegou ao destino em até três dias. Nos dois casos, os indicadores consideram entregas realizadas em mais de 5 mil cidades.

Os números mostram a dimensão nacional da operação para conectar empresas e consumidores em diferentes regiões. Ao mesmo tempo, indicam a necessidade de estruturas capazes de lidar com uma demanda cada vez mais diversificada por eficiência e previsibilidade nas entregas.

Nesse contexto, a ampliação dos pontos de recebimento aparece como uma das mudanças observadas entre as PMEs. O modelo acrescenta alternativas às formas tradicionais de postagem e se relaciona à necessidade de adaptar a operação logística às características dos pequenos e médios negócios que atuam no comércio eletrônico.

Sobre o Mapa da Logística

O Mapa da Logística é um levantamento da Loggi que apresenta dados locais e nacionais de envios e entregas, além de destacar categorias de produtos em expansão e trazer informações sobre a movimentação do comércio eletrônico. O estudo é direcionado a empresas de diferentes tamanhos, com atenção especial aos pequenos e médios empreendedores que vendem online.

Os dados são coletados com base em envios realizados por pequenos, médios e grandes negócios, desde empresas que enviam dezenas de pacotes até aquelas que movimentam milhares diariamente, em todas as regiões do Brasil.

Na quinta edição, foi analisado o movimento logístico do país no primeiro semestre de 2026, considerando mais de 5 mil municípios conectados nas cinco regiões brasileiras. A base reúne 22 mil empresas de diferentes segmentos e regiões.

Para acessar o material completo, consulte a página oficial do Mapa da Logística da Loggi.

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Artigo originalmente publicado em logweb.com.br
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